Chat Lateral
Últimos assuntos
» Avatares Femininos
Qui Dez 08, 2016 3:15 pm por Moon Gyeon Lee

» Área de Flood
Ter Set 15, 2015 10:48 pm por Lisbeth Vannucci

» [FP] Charlie A. Reacher
Qui Ago 27, 2015 8:31 pm por Luix H. W. Kriskahn

» [FP] O'Neall, Amelia R.
Qui Ago 27, 2015 7:29 pm por Amelia R. O'Neall

» Promoções de Abertura
Qua Ago 26, 2015 8:14 pm por Sophia D. Olderschvank

» [FP] ROSS POLLANSKI, MARGOT
Ter Ago 25, 2015 8:27 pm por Dean Winchester

» [TP]As aventuras de Zoey e Luix : Quebrando Maldições [TP]
Seg Ago 24, 2015 5:36 pm por Zoey Brooke

» Pedido de Quest
Seg Ago 24, 2015 3:02 pm por Matthew O'Connor

» Avatares Masculinos
Seg Ago 24, 2015 2:50 am por Caleb Hemmings


[TP] - A Time To Kill

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

[TP] - A Time To Kill

Mensagem por Ivan em Dom Ago 16, 2015 7:38 pm

Participantes: Ivan e Colleen Stelian Lonel
Local: Nova Iorque.
Clima: 15 graus.
Data: 16/08/2015 às 00:30.
Descrição: Não era a todos que a tirania agradava. Muitos demônios estavam recusando seguir às ordens de Ivan. Mas, na perspectiva do sádico cavaleiro, não há como escapar de sua liderança. E por isso, caminharia entre os humanos, com o intuito de eliminar qualquer demônio que tenha desertado. E claro, punir os rebeldes.


Let me ask, you fear demons?
avatar
Mensagens : 18
Data de inscrição : 03/08/2015
Ver perfil do usuário

Ivan
Knight

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [TP] - A Time To Kill

Mensagem por Colleen Stelian Lonel em Dom Ago 16, 2015 7:55 pm

Void
Quando coloquei meus olhos pela primeira vez em Colleen Lonel, eu imaginei em infinidades de possibilidades, pensei em diversos tipos de casos e cenários nos quais poderia encaixá-la, nos meios de me divertir com sua face e status atual, mas a verdade era que eu havia cansado de esperar. Depois de ter passado um tempo sendo um traficante conhecido, resolvi que mudar para a vida de uma elitista seria divertido, mas eu não gostava muito da minha casca nova. Ela era apertada, lenta e atraia olhares até demais de pessoas terceiras, coisa que me enojava um tanto. Acho que eu nunca entenderia a sexualidade humana e todo aquele "choque" entre olhares e atração física. Qualquer coisa que fosse feita por puro "prazer" e sem um objetivo final não me parecia "prazeroso". Apenas me parecia inútil.

O engraçado era que aproveitar do dinheiro era melhor do que um dia eu imaginei. Já fui ditadores, pilotos e reis, mas nunca havia sido uma filha de papai, sem responsabilidades e fardada a viver apenas a base do luxo. Era legal para se descansar, de fato, mas eu estava começando a ficar entediada e isso não era legal. Eu precisava de um pouco de emoção pelo menos. O único problema é que eu sabia sobre os boatos. Eu sabia que minhas últimas proezas haviam atraído a atenção de pessoas que não deveria e agora eu estava em observação. Eu tinha certeza que era uma questão de tempo até que alguém viesse puxar minha orelha e eu não estava exatamente ansiando por aquele momento. Por isso eu teria que me contentar com uma casca que não pedia por grandes ações humanitárias pelo menos por hora.

George, o homem que dirigia a limusine e tinha - constantemente - pensamentos doentios a meu respeito parou próximo a porta da restaurante que se encontrava no coração de Nova Iorque. Não era grandes coisas, na verdade se tratava de uma simples lanchonete em meio ao centro, mas eu sabia muito bem que era longe das câmeras e do foco de luz que as coisas interessantes aconteciam. Abri um sorriso acenando para o motorista e então saltei do enorme carro de cor preta que - como planejado - viria me buscar em algumas horas depois que eu comesse alguma coisa. O problema era que George nunca poderia ter certeza plena de que iria me encontrar onde combinamos.

Eu havia passado tempo demais usando cascas homens, então andar de salto alto era algo do qual eu havia me esquecido. Ainda assim, eu também havia deixado esvaecer na memória como eu me sentia poderosa como uma mulher, principalmente como eu sabia a influência que aquele título carregava. O simples ato de caminhar calmamente alguns poucos metros em direção ao restaurante de cheiro gorduroso, vestida em meus saltos altos e minissaia já atraiu muito mais atenção em segundos do que um dia consegui em corpo de qualquer outro homem, mesmo do próprio Hitler em si. Era engraçado pensar como foi difícil subir quando usei do título de um pintor austríaco para me tornar um ditador. Mas é claro que - não para a minha decepção - a raça humana se mostrou mais burra e inferior do que nunca.

Não procurei por uma mesa, apenas me sentei na primeira em que encontrei. Ela estava vazia, então não tive que me preocupar em expulsar qualquer pessoa que estivesse a ocupando antes. Abri um sorriso de canto, vendo uma família sentada não muito longe de mim e então senti meu coração palpitar levemente com a excitação que aquela cena me trazia. Eu sabia o que eu gostaria de fazer com cada um daqueles humanos felizes. Eles pareciam tão animados! Os pais brincavam com suas crianças, um par de gêmeos que não pareciam muito mais velhos do que cinco anos, e - por mais que o pai estivesse pensando constantemente sobre a amante - eles pareciam cegamente felizes e de uma harmonia invejável. Pena que não havia algo que eu abominasse mais do que a alegria alheia.

Minha atenção foi tomada quando uma sombra vestida em um avental de cor horrível entrou em minha frente, tirando meu campo de visão para a Happy Family. Ergui uma sobrancelha para a mulher de cabelo ensebado e amarrado em um coque mal feio, que mastigava um chiclete e me olhava em tom totalmente impaciente. Ergui uma sobrancelha, escutando sua voz nasal conforme ela perguntava qual seria o meu pedido.

-Uma limonada rosa, por favor. E um hambúrguer. Daqueles de carne bem grossa. Traga também uma faca de serra para eu conseguir cortá-lo ao meio.

Mandei, abrindo um sorriso cínico e a vendo me dar as gostas depois de murmurar alguma coisa a qual não dei atenção. Abri um sorriso ainda observando a família por alguns segundos, até que meu copo finalmente chegasse. Dei um gole na bebida de gosto adocicado demais e escorreguei a ponta dos dedos, abrindo um sorriso para a mãe que olhou em minha direção e sorriu de volta. Simpática. Exatamente o tipo de gente que eu adorava.

Levei o canudo contra os meus lábios e brinquei com o plástico, observando enquanto a garçonete se aproximava com a bandeja, colocando sobre ela o sanduíche e a faca que havia pedido para cortá-lo. Ela arrumava a bandeja ao lado da mesa onde as crianças estavam sentadas e no mesmo momento passei a focar minha concentração na faca, que de forma lenta e quase imperceptível, começou a deslizar sobre a superfície, pronta para cair sobre a cabeça de uma das criancinhas. O sorriso em meu rosto era largo e a ansiedade me tomava conforme o objeto cortante se movimentava. Aquilo não era o nazismo, é claro, mas a culpa cairia sobre a garçonete, a criança morreria, o pai provavelmente não resistiria em abandonar a família e fugir pela amante e se eu desse sorte, a mãe cometeria suicídio. Era uma história promissora. Tudo o que eu tinha que esperar, era o objeto a deslizar até a borda, deixando-me cada vez mais ansiosa por seu desfecho.
#letsfuckingkill | some words | Sozinha ©



I love the way you lie
just stand there and watch me burn
avatar
Mensagens : 8
Data de inscrição : 16/08/2015
Ver perfil do usuário

Colleen Stelian Lonel

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [TP] - A Time To Kill

Mensagem por Ivan em Dom Ago 16, 2015 8:41 pm





 
 
 









Knight Of Hell


Não há nada capaz de satisfazer o desejo de matar. É como um vício. Você deve alimentá-lo frequentemente, porém, quanto maior, mais alto você vai pensar, é como se libertar dos seus limites, impondo objetivos maiores.

...

- Aqui, por favor. - - Pediu para o motorista, apontando para a lanchonete. O homem poderia ter parado o carro, olhado para trás com um sorriso amigável, e então, pedir pela corrida. Mas, os sangramentos nasais e os profundos cortes nos seus braços o impediam. - Oh, não se preocupe. Você não vai morrer, afinal, não conheço a cidade; preciso de um guia. - Terminou, puxando os óculos escuros, então, abriu a porta, batendo-a com força.
Era incrível a capacidade de chamar atenção daquela casca, muitos do que estavam presentes olhavam para o moreno, alguns sorriam, outros apenas acompanhavam-o com os olhos. Aquele era ele. O demônio nunca trocou de receptáculo.
Olhou para os lados, procurando alguém. Seu objetivo era encontrar uma jovem loira de olhos claros, para os humanos, alguém atraente. Não há nada mais chamativo do que isto. Então, lá estava ela, pronta para cometer alguma atrocidade. Ah, mas aquela era a favorita de muitos; todas às suas atrocidades são invejáveis até para os mais nobres demônios. Usando de sua telecinesia, guiou a faca empunhada pela loira, ate à sua mão, colocando-a em uma mesa vazia, aproximou-se em passos lentos, esboçando um sorriso macabro, sentou-se ao lado dela.
- Por favor, não se rebaixe a esse nível. - Riu baixo, levando o dedo indicador ao queixo dela. - Já matou sete milhões de pessoas. Pense maior, querida. - Comentou, arqueando às sobrancelhas, olhou em seus olhos com profundidade, demonstrando estar enraivecido.
Nova Iorque

Post #00 // Polyvore // Tag h1 // Tag h2 // BY LOONY!


Let me ask, you fear demons?
avatar
Mensagens : 18
Data de inscrição : 03/08/2015
Ver perfil do usuário

Ivan
Knight

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [TP] - A Time To Kill

Mensagem por Colleen Stelian Lonel em Dom Ago 16, 2015 9:07 pm

Void
Eu já conseguia sentir a minha vitória. Já conseguia ouvir os gritos desesperados da mãe, o choro do pai, o grito de angústia da irmã e o desespero coletivo quando a faca entrasse em cheio no crânio da criança sentada no banco. A música para os meus ouvidos. A ponta dos meus dedos tocavam o copo suado, contendo a bebida de baixa temperatura e o sorriso calmo não deixava o meu rosto, como se estivesse escutando a mais calma e comovente sinfonia um dia gravada. Eu conseguia sentir o sangue, sentir o gosto do desespero coletivo... E foi então que tudo deu errado.

A faca que antes escorregava foi lançada para longe e não precisei me virar para sentir uma presença mais forte. Senti todos os pelos do meu corpo se eriçarem com a aproximação e um princípio de nervosismo me tomar ao entender o que se passava ali. Eles haviam me encontrado. Mantive a postura, ainda com as pernas cruzadas e continuei a tocar o copo, circulando sua boca de forma despreocupada, como se nada passasse de uma dia tranquilo para mim. Sequer movi a cabeça para olhar para o homem que se aproximou. Apenas desviei as orbes em sua direção e ergui uma sobrancelha, observando conforme ele se aproximava e então casualmente tomava seu lugar, sentado de frente para mim. Merda. Soltei um suspiro irritado por ter sido interrompida e encostei os dedos contra o rosto, o olhando em meu melhor ar de tédio. Eu realmente não estava animada para aquela situação em especial.

Se havia algum demônio apegado a bens materiais, aquele era Ivan, coisa que chegava a ser quase patética. Ele usava a mesma casca desde a primeira vez em que o vi - sendo há um bom tempo - e desde então havia adotado aquela com sua forma. Arriscado. Eu gostava de complicar a vida de todos os humanos que possuía, então - a não ser que eu quisesse fazer uma visita á cadeia - eu costumava abandoná-los ou matá-los quando a situação ficava complicada. Eu gostava de emoção e por mais que eu pensasse grande como uma forma de criatividade, eu sabia que não agradava a todos. Eles tinham medo que eu me rebelasse porque sabiam muito bem que comigo nada passava de um jogo de preços. O meu time? Era aquele que oferecia o prêmio maior.

-Até mesmo um grande atleta precisa de um descanso. -Abri um sorriso irônico com o comentário que ouvi o homem falar, revirando os olhos em desdém. Deixei o copo, batendo delicada e de forma rítmica os dedos contra a madeira da mesa que nos separava. Ivan me encarava com os olhos azuis, repletos de um brilho intimidador que me forcei ignorar. -Cara feia para mim é fome, sabia? -Soltei uma risadinha baixa, desenhando formas aleatórias sobre a superfície com a ponta das unhas. -Sorte sua, acabei de pedir um hambúrguer gigantesco.

Passei a fita-lo com a mesma intensidade nos olhos, sem hesitar em olhar dentro de suas orbes, sequer ligando para o que os mortais estariam pensando da cena naquele momento. Talvez um casal enfurecido com o outro, os mais românticos poderiam pensar que era apenas uma troca de olhares inocentes. Mas não. Eu sabia que estava com problemas, só tinha preguiça demais para fazer grandes coisas daquilo. Abri um sorriso sem exibir os dentes e então voltei a tocar o vidro entre os dedos, levando mais uma vez o canudo de plástico contra os lábios, tomando mais um gole da bebida doce depositada ali. Soltei um suspiro por fim, voltando a apoiar o copo sobre a mesa.

-Não posso dizer que estou feliz com a sua visita. Mas sei que deve haver um motivo para você ter vindo até aqui, digo, aposto que não está interessado só em ver meu novo rostinho bonito. -Dei de ombros, novamente sorrindo em tom irônico. Ergui uma sobrancelha novamente, o encarando em tom de questionamento. -Afinal, sabemos que seu único atrativo seu em relação a algo é essa casca tão amada. Podemos parar de enrolação? Eu estou realmente com fome e você acabou de derrubar a minha faca.
#letsfuckingkill | some words | Sozinha ©




I love the way you lie
just stand there and watch me burn
avatar
Mensagens : 8
Data de inscrição : 16/08/2015
Ver perfil do usuário

Colleen Stelian Lonel

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [TP] - A Time To Kill

Mensagem por Ivan em Dom Ago 16, 2015 10:31 pm





 
 
 









Knight Of Hell


Calma. Ivan estava lutando contra si mesmo para não matá-la ali, no meio daquelas pessoas repulsivas. Olhou para o lado, suspirando fundo. Dialogar era um tanto quanto chato, na maioria das vezes, tratava seus inferiores apenas por ordens, ou até mesmo, gritos. Mas, estava em um ambiente humano, estar atrás de uma máscara era uma das façanhas dos demônios. Riu baixo para aliviar a raiva, mordiscando o lábio inferior, então, voltou a observar os olhos da loira.
- Não me venha com as suas gracinhas, lindinha. - Disse, puxando a taça dela, então, bebericou, olhando para o relógio perto do balcão. - Não, o meu interesse não é apenas na sua casca. Vai além disso. - Então, pausou, devolvendo a taça à mulher. - Você está agindo contra às minhas ordens, Amitiel, e eu não gosto disso. - Escorou-se na cadeira, tamborilando os dedos da mão esquerda na mesa. - Você pode ter os seus momentos de prazer, mas antes, deve cumprir os seus deveres. - Levou o dedo indicador aos lábios do demônio, como se estivesse agindo de forma teatral. - Mas eu não estou aqui para puni-la, muito menos, matá-la. Preciso da sua ajuda.- Gargalhou, fitando os olhos dela. - Irônico, não? Nunca pensei que diria isto, em toda à minha existência. - Então, terminou, olhando para a garçonete com um olhar maldoso, como se estivesse prestes a perfurar seu pescoço com uma faca.
Nova Iorque

Post #00 // Polyvore // Tag h1 // Tag h2 // BY LOONY!


Let me ask, you fear demons?
avatar
Mensagens : 18
Data de inscrição : 03/08/2015
Ver perfil do usuário

Ivan
Knight

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [TP] - A Time To Kill

Mensagem por Colleen Stelian Lonel em Dom Ago 16, 2015 10:45 pm

Void
Eu sabia o efeito que o sarcasmo tinha sobre os humanos e foi exatamente por aquela razão que o adotei. Por outro lado, eu não conhecia o efeito que o sarcasmo tinha sobre Ivan e eu não posso mentir ao dizer que amei. Isso o tirava do sério, e por mais que eu soubesse que cabeça rolavam todos os dias pelas mãos do demônio, eu gostava de me divertir um pouco com o perigo. Sempre foi assim. É claro que eu conhecia meus limites e minhas capacidades o suficiente para entender a que ponto agir com minha postura era divertido e a que ponto passava a ser burrice. Eu não queria e nem pretendia voltar ao inferno tão cedo, ou pior. Ergui uma sobrancelha, não conseguindo conter a careta quando meu copo foi tomado de mim e observei-o bebericar de um gole, como se tivesse algum direito por isso.

Eu não deveria ter me sentido abalada pelo ato, mas me senti. Não se tratava do preço que eu havia pagado pela bebida e sim por uma disputa de poder que era a espontânea vontade de ele toma-la de mim sem que eu pudesse reclamar. Puxei o copo de volta quando este foi colocado novamente sobre a mesa e o encarei por um segundo, revirando os olhos de suas palavras jogadas contra mim calmamente. Eu sabia que ele estava perdendo a linha, mas tinha motivos para não causar um tumulto naquele restaurante. Eu só queria saber qual era este.

-Desculpe informar, mas é bom me pagar pelo menos um jantar antes de pularmos para a parte em que você começa a me dar apelidos românticos. Então corte o "querida" e "lindinha", ou vou ter que vomitar meu café da manhã em você. -Rebati, olhando para ele com atenção, pegando a bebida e saboreando-a distraidamente. Brinquei com o canudo, movendo-o de um lado para o outro da língua em total distração, para só então ser novamente chamada para a conversa que passou a me entreter. Ergui uma sobrancelha ao ouvir a minha mais nova ameaça. -Deveres? Pensei que estivesse os cumprindo perfeitamente.

Respondi em ironia por mais que no fundo eu dissesse a verdade. Eu havia passado um tempo vagabundando, de fato, mas nunca dei as costas a Lúcifer, pelo menos não por hora. A única coisa que eu não suportava era ter que aturar seus subordinados de calão mais alto querendo colocar ordem em tudo e todos. Era simplesmente cansativo. Parei de brincar com o canudo e mudei de posição no exato momento em que Ivan citou a palavra "ajuda". Ergui uma sobrancelha o observando em total descrença e não pude deixar de fazer um sorriso largo se abrir em meu rosto. Cruzei os braços, encostando as costas contra a almofada do sofá sobre o qual estava sentada e o olhei em tom quase vitorioso. Ora, ora.

-Por mais que meu orgulho e ego amem escutar isso, eu tenho uma triste notícia para você. -Dei de ombros, soltando um suspiro e apoiando os cotovelos contra o balcão. -Eu sirvo ao seu mestre, Lúcifer, não você. E desde o momento em que eu não me inscrevi para a Igreja e instituições de caridade, não sou a maior fã de fazer favores. Na verdade eu sou contra a existência deles. -Abri um sorriso de canto, lhe dando uma piscadela. -Não ficou sabendo que a escravidão foi abolida? Enfim. Isso não quer dizer que eu seja burra e te deixe na mão. O que quero dizer com tudo isso é: Vamos falar de preços.
#letsfuckingkill | some words | Sozinha ©



I love the way you lie
just stand there and watch me burn
avatar
Mensagens : 8
Data de inscrição : 16/08/2015
Ver perfil do usuário

Colleen Stelian Lonel

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [TP] - A Time To Kill

Mensagem por Ivan em Dom Ago 16, 2015 11:07 pm





 
 
 









Knight Of Hell


Ah, o sarcasmo e seus efeitos. Para o Cavaleiro do Inferno, não havia nada mais irritante nos humanos - claro, mais irritante que eles, apenas os seus hábitos. Segurou-se novamente para não sacar a adaga angelical e dar um basta nas palavras do demônio, mas então, manteve-se sob controle, mordiscou o lábio inferior, olhando para o lado, tentava esconder o ódio que estava sentindo. - Você quer um jantar? Ora, que interessante. - Revirou os olhos, cruzando os braços. - Olha, eu não sei em que mundo você vive, mas Lúcifer está preso, querida. - Falou a última palavra em um tom alto, para que todos que estivessem naquele bar, imaginassem que os dois eram um casal. - Então, tem dois outros cavaleiros procurando por você, e eu estou aqui, tentando te ajudar. - Sussurrou bem próximo ao lóbulo de sua orelha. Demônios estão por toda parte, Crowley tem seus soldados em todo o mundo. - Você pode servir ao Crowley. - Pausou, rindo baixo. - Mas nessa altura do campeonato, ele já sabe que você foi Hitler. - Escorou-se novamente na cadeira, levando sua mão a da loira, agindo de forma sarcástica. - Entendido, querida? - Pronunciou alto, agora, as pessoas pareciam focadas naquele suposto casal.
Nova Iorque

Post #00 // Polyvore // Tag h1 // Tag h2 // BY LOONY!


Let me ask, you fear demons?
avatar
Mensagens : 18
Data de inscrição : 03/08/2015
Ver perfil do usuário

Ivan
Knight

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [TP] - A Time To Kill

Mensagem por Colleen Stelian Lonel em Dom Ago 16, 2015 11:28 pm

]
Void
Pelo jeito a ironia era uma faca de dois gumes e Ivan estava se divertindo naquele jogo. Eu já conhecia a arte bem o suficiente para ser anestesiada aos seus efeitos e não posso negar e dizer que não estava gostando daquela situação. Eu estava. Pelo menos nossos ataques eram discretos, sucintos e não causavam hemorragias, o que era bom. Tudo o que eu fazia era encará-lo em tom descontente enquanto ele tentava me convencer do bom anfitrião que era, e só. Eu sabia que Lúcifer estava preso e era exatamente por isso que estava pouco me fodendo para as leis aplicadas por quem realmente achava que podia mandar. A partir do momento em que minha ideologia havia ido, eu não pertencia a ninguém. E como nenhum dos times pareciam aptos a me passar uma oferta que valia alguma merda, então eu continuava em terras anárquicas.

Ivan pareceu querer tirar proveito do meu incômodo em pensarem que éramos um casal, mas é claro que aquilo não me incomodaria. Revirei os olhos quando ele falou a palavra "querida" em tom mais alto, chamando a atenção de algumas pessoas a nossa volta e parecendo decepcionar uma mesa de garotas adolescentes que olhava o tempo todo em nossa direção. Abri um sorriso sem graça para as meninas e dei de ombros como quem diz "lamento" e voltei a olhar para o homem, sentindo certo ódio queimar em meu peito. Abri um sorriso de canto, dando novamente um gole em minha limonada.

-Eu não sei de onde você tirou a ideia de que brincar de policial bom e policial mal comigo vai ajudar, mas está totalmente errado. -Ergui uma sobrancelha, o encarando fixamente. -Eu vou explicar como as coisas funcionam por aqui: Desde que Lúcifer se foi, eu estou aberta a novos lances. Quem me der o lance maior terá a minha participação, e enquanto o seu lance é uma merda de nada, não há o que eu possa fazer.

Soltei um suspiro quando ele soltou o "entendeu querida", deixando seu rosto extremamente perto do meu e balancei a cabeça negativamente, cansada da situação. Abri um sorriso largo e então me aproximei dele, deixando nossos lábios roçarem por pouco e então lhe dei uma piscadela, deixando uma mensagem silenciosa entre nós dois: "Esse jogo dá para dois".

-Quando você tiver algo melhor a oferecer, me procure. -Sussurrei baixo quase contra os seus lábios, sentindo sua respiração quente contra o meu rosto. Fiz uma careta de ódio e então com toda a minha velocidade, me coloquei de pé e ergui a mão, a abrindo e a chocando fortemente contra o rosto do rapaz perto de mim, fazendo o barulho alto de um baque que chamou pela atenção de todos no restaurante. Por um momento todas as conversas cessaram e os olhos estavam em nós. -Você fez o que?! Eu não posso acreditar! Como eu sou estúpida! -Gritei em tom desesperado, deixando lágrimas descerem por minhas bochechas de forma desolada. Olhei para as pessoas do restaurante, apontando para o homem ao meu lado. -Se um dia conhecerem um canalha como esse, fujam imediatamente! Minha irmã?! Logo minha irmã?!

Exclamei o mais alto que consegui, pegando o copo sobre a mesa e jogando o resto de sua bebida no rosto do garoto, recebendo aplausos coletivos enquanto lhe dava as costas e saía correndo. As lágrimas desciam por minhas bochechas e eu sabia que Ivan não me seguiria já que algum humano provavelmente interveria na cena achando que ele pudesse querer me agredir ou coisa do tipo. Eu tinha certeza que era isso mesmo o que ele queria fazer.

Deixei uma gargalhada escapar dos meus lábios e então acenei para George, o motorista que parou a limusine exatamente na minha frente, dando espaço para que eu adentrasse em seu banco traseiro e então acenasse para o homem de cabelos grisalhos no banco da frente.

-Como foi seu almoço, senhorita Lonel?

-Interessante. -Admiti, dando de ombros. -Mas vamos logo, George. Hoje estou sentindo vontade de fazer compras.
#letsfuckingkill | some words | Sozinha ©



I love the way you lie
just stand there and watch me burn
avatar
Mensagens : 8
Data de inscrição : 16/08/2015
Ver perfil do usuário

Colleen Stelian Lonel

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [TP] - A Time To Kill

Mensagem por Ivan em Seg Ago 17, 2015 7:49 pm





 
 
 









Knight Of Hell


O ódio parecia arder. Naquele momento, ele poderia queimar todos naquele estabelecimento, apenas para aliviá-lo. Mas ainda sim, deveria manter-se sob uma máscara.
Ao sentir os lábios da loira roçando os seus, mordiscou o lábio inferior dela, como mais um ato de provocação.
- Posso deixá-la viva, não é o bastante para você? - Sussurrou, indo para trás.
Seria difícil convencê-la, aquele demônio não era como os lacaios do cavaleiro; era algo maior, alguém que mudou o curso da humanidade, mas na atual situação, é uma piada do seu passado. Sua audácia ultrapassou ainda mais os limites impostos pela mesma, no instante em que acertou-lhe um forte tapa no rosto.
Aquilo não tinha acabado.
- Sim. - Levantou a cabeça, piscando para ela. - Sua irmã gemeu como uma vadia. - Exclamou, não virando o rosto para vê-la cruzar a porta. Pegou um garfo que estava sobre a mesa, então, se levantou, caminhando até o banheiro.
- Às vezes, tento ser diplomata. - Falou consigo mesmo, olhando-se no espelho - Terei que ser violento, como sempre. - Então, empunhou a garfo, forçando-o contra a palma da mão.
Teletransportou-se para o banco de passageiro da limusine guiada pelo homem com cabelos grisalhos, esboçando um sorriso macabro, desferiu o garfo contra o pescoço do motorista, deixando-o agonizar até a morte.
- Da próxima vez que fizer isso, darei-lhe uma morte lenta e dolorosa, Amitiel. - Gritou, puxando a adaga angelical, colocando-a no pescoço da loira.
- Há um demônio. Sendo mais específico; Arkhaniel. - Fez uma pausa, engolindo em seco. - Soube que ele está matando muitos demônios que não possuem alguma ligação com o inferno. É aí que você entra, pelo o que eu pude perceber, foram três mortes, e você pode ser a próxima. - Disse, e então, acariciou o rosto dela, levando os dedos até seus lábios. - E você é uma peça valiosa, seus feitos são impressionantes. - Sussurrou. - Ordene que esse velho leve-nos até a Prefeitura de Nova York, quando chegarmos lá, caminharemos até o Metro Abandonado. - Antes de terminar, puxou a adaga de volta, colocando-a em seu bolso. - Há centenas de rebeldes por lá, é por isso que eu preciso da sua ajuda. - Mordiscou o lábio inferior, escorando-se no banco. - E você terá a sua vingança, Amitiel. - Então, finalizou, olhando para ela com um sorriso irônico.
Nova Iorque

Post #00 // Polyvore // Tag h1 // Tag h2 // BY LOONY!


Let me ask, you fear demons?
avatar
Mensagens : 18
Data de inscrição : 03/08/2015
Ver perfil do usuário

Ivan
Knight

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [TP] - A Time To Kill

Mensagem por Colleen Stelian Lonel em Ter Ago 18, 2015 7:55 am

Void
A limusine mal havia entrado em movimento quando Ivan surgiu, sentado sobre o meu banco, fazendo exatamente o que eu esperava que fosse fazer naquele momento. Pelo menos agora poderíamos falar sozinhos sem a presença de terceiros para nos observar. Soltei um suspiro irritado ao ver o homem fincar seu garfo contra o pescoço do motorista e então voltar a me fitar com seus olhos azuis que ficavam bem melhores quando tomados pelo brilho da maldade e de certa forma selvagem. Olhei para o sangue de George que escorria por seu pescoço e então voltei a olhar para Ivan em tom impaciente. Revirei os olhos.

-Não acredito que matou meu motorista. Agora o sangue dele vai sujar a limusine toda.

Reclamei, olhando para o corpo de George caído sobre o banco. De todos os humanos, eu não abominava tanto aquele. Eu sabia o que ele pensava sobre todas as mulheres e sabia que ele também não era um falso humanitário. Ele era egoísta, repugnante e eu não sabia se isso me fazia enojá-lo ou então obter uma espécie de simpatia pelo seu caráter. Eu não tinha certeza. Seja como fosse ele estava morto e sujando todo o meu estofado. Ivan soltou um grito irritado comigo e então avançou, pressionando-me contra o banco e deixando a lâmina gelada encostar sobre meu pescoço, pressionando a pele.

Engoli em seco, sentindo a hesitação tomar conta de mim e senti meu corpo congelar. Não era hora para ser estúpida. A temperatura da adaga angelical pesou em meu pescoço e eu soube que era hora de escutar. Sem mais brincadeiras, por mais que sentir o cheiro de limonada no rosto de Ivan me desse certa vontade de rir. Quando o objeto letal pressionava meu pescoço, resolvi escutar o que o demônio tinha a dizer.

A pequena fábula de Ivan chamou por minha atenção. Eu sabia muito bem sobre os rebeldes, sabiam que estavam sendo caçados e até então nunca pensei que essa ira fosse se voltar contra mim. Estúpida eu, pensando que talvez eu fosse relevante para ser poupada. Ivan queria minha ajuda com suas tarefas, massageando meu ego ao lembrar dos meus feitos quanto a humanidade. O problema era que a proposta ainda não era boa o suficiente. Nenhuma vida valia ser empregada de alguém de quem as ideologias eu não apoiava. Soltei um suspiro cansado, levando a mão até o pescoço quando o homem finalmente se afastou.

-E como te ajudar me faria conseguir qualquer vingança? Os rebeldes são seu problema, Ivan, não meu. -Respondi, o olhando em tom totalmente irritado por ter passado tempo demais com uma adaga contra meu pescoço. Não era algo realmente que levantava o seu humor. -E quanto ao demônio, eu consigo me virar. Tenho centenas de anos de idade, não nasci ontem. -Retruquei, olhando-o fixamente. -Se quer minha ajuda, então vai precisar mais do que me ameaçar com uma lâmina, esse tipo de persuasão não funciona comigo, principalmente quando eu sei que precisa de mim. -Ergui uma sobrancelha, inclinando o corpo em direção ao homem, deixando os meus dedos se apoiarem contra seus joelhos, aproximando o rosto do dele, estando ambos frente a frente. -Ou se não "precisa", você no mínimo deseja ela. -Comentei por fim, deixando os dedos escorregarem em direção aos ombros dele, traçando um percurso por seu peitoral. -Sinto trazer notícias ruins, mas você acabou de matar a nossa carona.
#letsfuckingkill | some words | Sozinha ©



I love the way you lie
just stand there and watch me burn
avatar
Mensagens : 8
Data de inscrição : 16/08/2015
Ver perfil do usuário

Colleen Stelian Lonel

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [TP] - A Time To Kill

Mensagem por Ivan em Ter Ago 18, 2015 8:32 pm





 
 
 









Knight Of Hell


Aquele demônio era interessante. A forma que ele encarnava a casca era invejável. De um ditador à uma garota mimada, seus alvos eram diversificados.
- Sim, matei. E farei muito pior com os seus supostos familiares, se você não cooperar, Amitiel. - Disse a última palavra de forma sarcástica, acariciando a bochecha dela. Puxou o garfo do pescoço do cadáver, esfregando o sangue no queixo da loira, até os lábios, então, levou o garfo à sua língua, rindo enquanto saboreava o gosto daquilo.
- Ah, mas você está completamente errada. - Fez uma pausa, colocando o garfo ao seu lado. - Lembra-se de quantas vezes eu te ajudei? De todas as formas, e você está ciente disso. - Terminou, encarando seus olhos com um olhar sedutor - agindo como pura provocação, ou então, para mostrar a ela quem estava no comando daquela situação.
- Tão burocrática... - Revirou os olhos, sorrindo. - O que você deseja? Posso lhe dar tudo, é só pedir. - Moveu o maxilar, engolindo em seco. Odiava negociar, principalmente com demônios, isso de certa forma, era como Crowley agia. - Não precisamos desse inútil. Posso levar-nos até lá em um piscar de olhos. - E assim fez, teletransportando-os para um movimentando centro, em frente, havia uma majestosa construção: aquela era a Prefeitura de Nova Iorque.
- Olhe para os lados, está vendo aquele dois seguranças ali? São demônios. - Sussurrou, puxando à loira pela cintura, tentando esconder seu rosto em um abraço. - Sabe do meu zelo por esta casca, não? Então... posso ser identificado de forma fácil. - Sussurrou de novo, passando os olhos de forma rápida pela porta do metro, entraria ali sem ser notado.
- Quando acabarmos, resolvemos sobre o seu pagamento. - Então, entrelaçou seus dedos nos dela, caminhando de forma rápida, acenando para às pessoas, como se fosse alguém importante. E então, os dois se perderam na multidão, adentrando o metro.
- Ótimo. - Disse, puxando-a até um beco. - A partir daqui, todos são demônios, tenha cuidado. - Olhou de relance para os homens que andavam por ali, pensando em alguma forma de eliminá-los.

Nova Iorque

Post #00 // Polyvore // Tag h1 // Tag h2 // BY LOONY!


Let me ask, you fear demons?
avatar
Mensagens : 18
Data de inscrição : 03/08/2015
Ver perfil do usuário

Ivan
Knight

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [TP] - A Time To Kill

Mensagem por Colleen Stelian Lonel em Sab Ago 22, 2015 11:44 am

Void
Ivan não ia desistir. Eu não sabia explicar muito bem a razão, mas vê-lo daquela forma foi parcialmente estranho, quase desesperado. Eu havia passado - sinceramente - tempo demais na Terra para saber exatamente o que se passava no inferno e havia acabado de fato me desvinculando de suas regras, coisa que Ivan alegou primeiramente quando me abordou na lanchonete. Eu não sabia exatamente como estavam as coisas, mas desde que Lúcifer havia sido aprisionado, eu tinha certeza de que boas não estavam. E Ivan estava tentando montar seu batalhão por alguma razão, e mais misteriosamente ainda me queria nele. Eu sabia que não acabaria por aí. Eu sabia que seria uma briga de poderes, mas o argumento que o demônio jogou para mim foi mais do que suficiente. Ele me daria qualquer coisa, mas o que eu queria no momento? Eu era uma leiga quanto o assunto e eu precisava de mais informações. Era muito mais complexo do que eu imaginava.

-Não sou uma dos três mosqueteiros. Não serei um por todos e todos por um, não pago favores com favores. Eu negocio. Mas desde que está disposto a fazer isso, então sou todo ouvidos. -Falei, ainda com o rosto questionavelmente perto do dele. Saboreei o gosto metálico do sangue que foi colocado contra a minha língua, umedecendo os lábios com ela, deixando um sorriso se abrir em meu rosto. -Mas ainda precisamos conversar. Faremos do seu jeito primeiro, mas não se acostume com isso.

Ivan pareceu ficar satisfeito com minhas condições, prometendo então que nos levaria até onde deveríamos seguir. Um símbolo com sangue foi feito na janela do carro e com o toque contra a mão do demônio, nosso cenário passou a se despedaçar em pequenas imagens, até que nosso cenário se tornasse totalmente diferente. Não estávamos mais sentados sobre o banco de couro escuro da limusine e sim, agora, em pé no meio de um calçadão onde pessoas caminhavam de um lado para o outro.

Franzi a testa ao observar todos os prédios a nossa volta, a arquitetura clássica que evidenciava tanto a paisagem de Nova Iorque. Não estávamos muito longe de onde havíamos abandonado a limusine, com a diferença de que dessa vez estávamos diante a um enorme prédio de arquitetura arcaica, possuindo um enorme letreiro que indicava onde estávamos. Aquela era a prefeitura de Nova Iorque. Ergui uma sobrancelha fitando Ivan, parando para dar atenção quando ele começou a me situar do que ocorria. Fitei os dois brutamontes vestidos em ternos que guardavam o lugar.

-Vem comigo.

Dei a mão ao homem, entendendo sua preocupação em passar despercebido. Pedi para que ele esperasse e então caminhei até as escadarias, olhando para o degrau e tropeçando por um momento, caindo contra um dos homens que me tomou nos braços. Arregalei os olhos parecendo estar surpresa e abri um sorriso, dando uma risadinha sem graça. Cobri o rosto com as mãos, fingindo estar sem jeito.

-Me desculpe, eu sou um desastre! -Exclamei, chamando pela atenção de ambos. Abri ainda mais o sorriso, arregalando os olhos novamente e apertando os braços do que havia me segurado entre os dedos. -Uau! Quanto tempo vocês passam malhando para conseguir esses?

Puxar papo com eles foi tranquilo. Homens eram retardados, sendo demônios ou não. Distraí ambos por tempo suficiente para que Ivan conseguisse passar em meio a multidão sem grandes problemas, trazendo os rostos de ambos para mim de tempos em tempos quando ameaçavam desviar a atenção. Eu não precisei falar muito. Apenas ficava sorrindo e soltando frases idiotas que dava oportunidade para que ambos se gabassem. Olhei por cima do ombro por um momento, me certificando de que o demônio já havia adentrado o metrô, voltando a olhar para ambos os seguranças novamente, fingindo surpresa ao checar o relógio.

-Oh céus, estou muito atrasada! Foi um prazer conhecê-los! -Exclamei com um sorriso no rosto, acenando e disparando em direção ás escadas, descendo junto a todas as pessoas comuns até a aglomeração tão frequente de metrôs. Fui surpreendida ao ter o braço agarrado e então puxada em direção a um pequeno beco, sentindo o alívio ao reconhecer Ivan e escutando cuidadosamente suas instruções. O local estava lotado, éramos clara minoria e ele pretendia eliminar a todos? Olhei em surpresa para o homem, franzindo a testa em seguida. -Qual é o plano, Einstein? Eu não planejei uma missão suicida para hoje.

#letsfuckingkill | some words | Sozinha ©



I love the way you lie
just stand there and watch me burn
avatar
Mensagens : 8
Data de inscrição : 16/08/2015
Ver perfil do usuário

Colleen Stelian Lonel

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [TP] - A Time To Kill

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum